23 novembro 2006

Poema da Foda

Hoje volto à carga com mais uma relíquia literária: "O Poema da Foda"!

Neste Portugal imenso
Quando chega o verão,
Não há um ser humano
Que não fique com tesão.

Uma terra danada,
Um paraíso perdido.
Onde todo mundo fode,
Onde todo mundo é fodido.

Fodem velhos, fodem velhas,
Fode o cão, fodem cadelas...
E p'ra ficar com cabaço,
Fodem no cú as donzelas.

Fodem moscas e mosquitos,
Fode aranha e escorpião,
Fodem pulgas e carrapatos,
Fodem empregadas com o patrão...

Os brancos fodem os negros
Com grande consentimento,
Os noivos fodem as noivas
Muito antes do casamento.

O General fode o Tenente,
O Coronel, o Capitão...
E o Primeiro Ministro,
Vai fodendo a nação.

Os frades fodem as freiras,
O padre, o sacristão...
Até na igreja de crentes,
O Pastor fode o irmão.

Todos fodem neste mundo
Num capricho derradeiro.
E o malandro do Dentista
Fode a mulher do Padeiro.

Parece que a natureza
Vem a todos dizer,
Que vivemos neste mundo
Somente para foder.

E você, meu nobre amigo
Que se está a entreter,
Se não gostou da poesia,
Levante-se e vá-se foder!!!

O autor é desconhecido. Pudera! Se não fosse, bem que estava... Pois, isso mesmo!!!
Não há data, nem sequer certeza de ser português ou brasileiro, mas que está sempre actual, disso não há dúvida. Atente-se, por exemplo, nos dois últimos versos da 6ª quadra "E o Primeiro Ministro, Vai fodendo a nação."
Desculpem os que não concordam comigo, mas numa altura em que o fisco continua a vir ao meu bolso da maneira que vem, sinto que o estou mesmo a ser!

1 Comments:

At 28 novembro, 2006 10:39, Blogger Ricardo Moreira said...

Um pequeno reparo, no verso em que refere as patentes, falta o digníssimo posto de Alferes.

 

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